EVENTO SOBRE A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM DEBATE NA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO.

Atualizado: 25 de mai.


No dia 25 de maio de 2022, horário das 19h, na sala Oscar Pedrosa Horta, Viaduto Jacareí, 100 – 1ºsubsolo, cidade de São Paulo haverá o dialogo sobre a Saúde da População Negra ele ocorrerá na Câmara Municipal de São Paulo entre especialistas de diversas áreas da saúde. O mediador assessor de políticas públicas de Saúde Gilmar Araujo Jr que construirá o dialogo sobre assunto da saúde da população negra entre a Presidente da Associação Pró Falcêmicos Sheila Ventura; Biomédica UNIP - Lih Vitoria curadora Cientifica Canabis Medicinal; Andreia Ignácio -Nutricionista e a coordenadora do Movimento Paulistanos de Luta Contra AIDS — Patricia Perez.


*Política Nacional de Saúde Integral da População Negra*

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde no combate às desigualdades no Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção da saúde da população negra de forma integral, considerando que as iniquidades em saúde são resultados de injustos processos socioeconômicos e culturais – em destaque, o vigente racismo – que corroboram com a morbimortalidade das populações negras brasileiras. Para implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra se deve a gestores, movimentos sociais, conselheiros e profissionais do SUS trabalhem em prol da melhoria das condições de saúde da população negra, a partir da compreensão de suas vulnerabilidades e do reconhecimento do racismo como determinante social em saúde.


A Política também reafirma as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS – governo federal, estadual e municipal – na efetivação das ações e na articulação com outros setores do governo e da sociedade civil, para garantir o acesso da população negra a ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria das condições de saúde desta população e para redução das iniquidades de raça/cor, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, geracionais e de classe.


*Anemia falciforme* — Doença hereditária, decorrente de uma mutação genética ocorrida há milhares de anos, no continente africano. A doença, que chegou ao Brasil pelo tráfico de escravos, é causada por um gene recessivo, que pode ser encontrado em frequências que variam de 2% a 6% na população brasileira em geral, e de 6% a 10% na população negra.


*Diabetes mellitus (tipo II)* — Esse tipo de diabetes se desenvolve na fase adulta e evolui causando danos em todo o organismo. É a quarta causa de morte e a principal causa de cegueira adquirida no Brasil. Essa doença atinge com mais frequência os homens negros (9% a mais que os homens brancos) e as mulheres negras (em torno de 50% a mais do que as mulheres brancas).


*Hipertensão arterial* — A doença, que atinge 10% a 20% dos adultos, é a causa direta ou indireta de 12% a 14% de todos os óbitos no Brasil. Em geral, a hipertensão é mais alta entre os homens e tende ser mais complicada em negros, de ambos os sexos. • Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase — Afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. Apresenta frequência relativamente alta em negros americanos (13%) e populações do Mediterrâneo, como na Itália e no Oriente Médio (5% a 40%). A falta dessa enzima resulta na destruição dos glóbulos vermelhos, levando à anemia hemolítica e, por ser um distúrbio genético ligado ao cromossomo X, é mais frequente nos meninos


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